construindo casa na árvore
Olá mamães, tudo bem!?
Eu espero que sim!!
Posso estar completamente enganada, mas
acredito que a grande maioria das crianças algum dia  já sonhou, desejou ou quem sabe até planejou
ter uma casa na árvore. Mesmo tendo morado quase que minha vida inteira em
apartamento, a esperança era a última que morria, hahaha!
Nos filmes onde aparecem casas na
árvore, é muito comum a temática ser sobre pais que prometem e não cumprem ou fazem
disso um trabalho em equipe, para unir pai e filhos.
Tive o cuidado de pesquisar o que
significa no dicionário a palavra construir
e, a primeira explicação é: dar estrutura
a; edificar, fabricar
… sabe, era isso mesmo que eu precisa para compor o post
de hoje.
Ah, se você veio até aqui achando que
teria o projeto de uma casa na árvore, sinto te informar que esse post não irá falar sobre isso, hoje o
assunto realmente envolve construção, casa, madeira e árvore … mas é sobre casamento.
Assim como na maternidade, casamento
não vem com manual de instrução, afinal, quando se trata do relacionamento
entre seres humanos, não tem como dizer o que é certo/errado, sim/não, afinal,
cada pessoa é diferente e, por isso, difícil saber a reação de cada um. Outro
ponto em comum é o fato de que sempre haverá alguém dando pitaco sobre o que
você pediu e, principalmente sobre o que você nem quer saber. Infelizmente
muitas vezes os pitacos, quando o assunto é casamento, diferente dos maternos,
estão sempre certo ou funcionam.
Não irei contar pela enésima vez minha
história e do papis pois o papo hoje é casamento, mas você poderá conhecer *AQUI*, *AQUI* ou *AQUI*.
Nós nos casamos logo depois que a
Gatoca completou dois anos, e não nos casamento antes disso por dois grandes e
principais motivos: grana e plano de saúde … ainda pensávamos que para casar
seria necessário dinheiro para casamento, festa, lua de mel e nós não tínhamos
e, isso levava ao outro “problema”, como eu era dependente do meu pai no plano
de saúde, não tínhamos esse gasto, se eu casasse, ficaria sem convênio, então
eu usufrui o tempo que pude. Depois de muitas conversas, decidimos que
precisávamos casar, mesmo que isso significasse apenas casar. E foi assim que
fizemos.
Liguei no cartório, perguntei quanto
era o casamento mais barato e me foi dado a opção de separação parcial de bens. Dado o valor, era hora de juntar a
grana, demoramos uns dois meses e juntamos … fomos ao cartório e demos
entrada na papelada para rodar os proclames. Tínhamos um mês para comprar as
alianças.
Cinco dias antes do casamento tínhamos
na conta apenas cem reais, descobrimos uma joalheria no Shopping Palladium aqui de Curitiba que fazia peças próprias e
havia alianças em ouro … o modelo mais barato custava algo como R$110,00,
então encomendamos apenas uma aliança, a do papis e na hora de buscar a gente
pagava o restante, se eu não me engano eu fui buscar  enquanto papis dava volta no estacionamento,
tudo porque não tínhamos um centavo para gastar. Ah, a minha aliança!? Minha
mãe tirou a dela do dedo e me deu no dia do meu casamento.
Sobre a escolha da data … no cartório
nos deram a opção dois e três de março, quarta e quinta-feira, respectivamente.
Como 03/03 é aniversário da minha irmã e aniversário de formatura da minha mãe
e, sempre que tem aniversariante em casa a agenda do consultório é riscada,
sabia que não iria ter paciente, então foi o dia que pude, trabalhei dia dois e
quatro normalmente.
O casamento no civil foi agendado para
o início da tarde, buscamos Gatoca na escola e fomos para o cartório. Meus
pais, minha irmã, mãe, tia e avó do papis e um casal de amigos nossos que foram
nossas testemunhas/padrinhos. Não tinha roupa especial, cabelo especial e nem
unha eu fiz … fomos, casamos e fomos para casa. A noite, saímos com minha
família para celebrar o aniversário da minha irmã e, fomos para casa dormir.
Noite de núpcias?! Teve sim, no dia seguinte, minha mãe nos presenteou com uma
noite num hotel mega bacana. Obrigada mãe!
Lua de mel? Nunca vi nem comi, eu só
ouço falar! Pois é, não tivemos nenhum dia fora de casa para celebrar a “vida à
dois” que nunca tivemos, afinal, sempre fomos três. Para ser bem sincera, nós nunca viajamos só nos três muito menos
só nos dois, não sei o que é estar com a minha “nova família”.
Nossa grande e maior dificuldade sempre
foi financeira. Já passamos períodos sem grana nenhuma meeeeexxxxxmo, comendo miojo Turma da Mônica dia sim outro
também. Já chegamos em casa e a luz estava cortada e ficamos sem carro várias
vezes, coisa que acontece nesse exato momento … mas nunca, nunca, nunca nos
faltou amor.
Acredito que todas as nossas lutas e
batalhas são superadas pois antes de qualquer sentimento, temos respeito um
pelo outro. Respeitamos os gostos, as vontades, os prazeres, os sonhos, as
paixões pessoais e, disso, ao invés da gente querer privar ou mudar, a gente
compartilha e compreende que melhor do que subtrair é somar, multiplicar.
Vontade de largar tudo, fugir no mundo?!
Viiixi, inúmeras vezes. A cada briga, cada discussão eu lembrava dos pitacos
dados lá no início do relacionamento, algumas vezes os pitatos ruins mas eu me
concentrava nos pitacos bons, naqueles que eram palavras sábias.
Mas Marcella, por que o título desse post é sobre construir uma casa na
árvore?! Porque hoje nós celebramos cinco anos de casamento e, pela tradição,
são comemoradas bodas de madeira.
Vejo realmente o casamento como uma árvore, não apenas porque devemos preparar
a terra, plantar, regar, cuidar … mas também por crescer lentamente, ficar
cada vez mais alta e mais larga, porém devagar, demora para dar frutos e
dependendo de como é sua vida, seus frutos podem ser bons, suculentos,
maravilhosos, como podem também serem frutos podres. Ah, algumas dão flores
lindas, mas numa época do ano é preciso perder todas as folhas e flores, ficam
aparentemente desprotegidas, dá até a sensação que vai morrer, mas num piscar
de olhos volta forte, saudável. A grande maioria dura anos, outras morrem sem
explicação, algumas são traídas por parasitas e estão vivas mas não tem vida,
outras não suportam e morrem.
Algumas pessoas já nos disseram que
somos almas gêmeas, já ouvimos também que somos muito parecidos fisicamente e
outros que nascemos um para o outro … eu creio que nos completamos. Somos os
opostos que se completam e, naquilo que somos iguais, nos unimos ao invés de
querer sobressair.
Não foi fácil desde o início, o amor
multiplicou antes mesmo de nos conhecermos intimamente, quando decidimos que
iriamos murar juntos já éramos três e até agora está sendo assim, nunca foi
“nós dois”, “só nós”. Dizer que não fez falta seria mentira, mas foi assim que
a gente sem querer escolheu né!?
Bodas
de madeira
… que
possamos ver numa árvore o exemplo a ser seguido nesse novo ano de
relacionamento: que cresçamos juntos, aprendendo um com o outro e nos fazendo
ser cada dia mais alto e fortes; que a gente escolha fazer sempre o melhor para
que nossos frutos sejam bons, bonitos, saudáveis; que a gente esteja sempre
cuidando para que não haja parasitas querendo roubar nossa energia, nossa vida
e querendo nos separar e que a cada outono a gente veja nossos erros e acertos,
que tenhamos coragem de mudar aquilo que nos faz mal, para que quando a
primavera chegar possamos florescer fortes, lindos e dar cada vez mais frutos.



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