Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree
Não fui o tipo de adolescente que trouxe preocupações para os pais. Nunca gostei de sair à noite, tanto que nunca fui numa balada. Não gostava dessa história de “ficar”, os poucos meninos que beijei foi porque gostava deles. Teve uma época que queria muuito experimentar cigarro, mas minha suuuper coordenação motora não permitiu tal proeza e bebida alcoólica nunca me atraiu. Tomei três goles de coca-cola com vodka no primeiro churrasco, ooppsss, linguiçada com pão da faculdade e fiquei totalmente se ação e numa sanduícheria com o Ramon tomei um negócio chamado “Milk Bala” [sorvete, calda de chocolate, leite condensado e vodka], o lugar é uma mistura de sanduíches americanos com comida mexicana, com decoração super “Elvis Presley”, eu levantei da mesa e comecei a dançar tipo Elvis …. o Ramon acha que o problema foi a quantidade de açúcar ingerida, não o álcool.
Fiascos a parte, o negócio é que nunca fui do tipo “filha rebelde”, pelo contrário, adorava ficar em casa e super curtia viajar com meus pais. Só tinha uma coisa que eu gostava e eles reprovavam: tatuagem! Eu sou louca por tatuagem. Sempre achei lindo. Sempre falei que iria fazer várias. Nunca pensei em fechar o braço ou fazer um dragão nas costas, mas que tinha certeza que faria um, duas …. não, duas não, tem que ser número impar, então pelo menos umas cinco era certeza. Mas como fazer se meus pais são contra!?!?!
Minha mãe acha vulgar e que é pecado; meu pai acha que é coisa de presidiário, mas não importa, eu queria muito fazer. Um certo dia eu decidi: eu vou fazer uma tatuagem! Conversei com o Ramon e ele topou financiar, agora era decidir aonde e o que fazer. Passei meeeeeses pesquisando na internet um ótimo tatuador, afinal, já que era para fazer, tinha que ser no melhor lugar. Descobri um estúdio maravilhoso, mas era no Rio de Janeiro, então estava fora. Nesse meio tempo eu escolhia o desenho e a parte do corpo. O primeiro lugar foi na virilha, mas o Ramon vetou imediatamente. Depois pensei atrás da orelha, mas seria muito fácil de meus pais enxergarem. Nuca, pulso, final das costas. Nenhum lugar me atraía … então resolvi: faria uma tattoo no pé. Perfeito! Eu fico de tênis 24horas, 7 dias por semana, ninguém iria olhar. Mas e quando chegasse o verão, como seria?!?! Tive um plano: vou propor para minha mãe um acordo: se eu emagrecer 8kg (eu e minha luta contra a balança) ela me deixaria fazer uma tatuagem. E ela aceitou. Só que eu não queria esperar até a perda dos 8 quilos, queria fazer antes. Inventei a história para sair de casa, e fui com o Ramon no melhor tatuador do mundo …. na verdade ele só é o melhor tatuador de tatuagens coloridas do mundo, mas para mim ele é TOP. Enfim, fiz uma tatuagem no pé escondida. O pé super inchou, sangrou demais por que tenho uma pele muito fina, mas agüentei calada. Não durou uns quatro dias e precisei contar para a minha irmã…. milhares de coisas passaram pela minha cabeça, tipo: se eu foi seqüestrada, e eles me matam queimada e na hora do reconhecimento meus pais vêem a tatuagem no pé, certeza que vão falar que não sou eu. Loucuras a parte eu contei e levei a maior bronca, detalhe, era da minha irmã! Imagine a da minha mãe!!
Os dias foram passando e minha irmã me obrigou a contar para a minha mãe. Criei coragem e contei. Ela ficou dois dias sem olhar na minha cara! E querem saber porque: não foi somente porque fiz a tatuagem, nem porque não esperei o trato, foi porque eu fiz um ramo de flor e ela queria que eu fizesse uma lua pequena. Detalhe … eu odeio desenhos de lua, estrelas e sol! Mas tudo bem. Hoje ela fala que foi pior saber da tatuagem do que da gravidez. Meu pai nunca falou nada sobre o assunto, mas até hoje evito desfilar meu pezinho tatuado perto dele.
Minha mãe me fez prometer que eu jamais faria uma tatuagem enquanto morasse com ela. Eu cumpri! Foi tão traumatizante o episódio de contar para minha mãe que esqueci por anos a idéia de fazer mais tatuagens. Ela só reviveu na minha cabeça quando Sophia nasceu.
Eu sempre achei legal tatuar o nome dos filhos. E decidi que iria tatuar o nome “Sophia” no meu corpo, afinal, eu realmente não morava mais com meus pais. Um pouco antes da Sophia completar um ano, fomos até “meu” tatuador e marquei a nova tatuagem. E eu fiz! Tatuei o nome da minha princesa no meu pulso.
Na hora foi super legal, nossa, me senti a melhor mãe do mundo. Mas esqueci que eu tinha uma mãe. Ela odiou! Não a tatuagem, mas o lugar … tanto ela quanto minha irmã falaram que era super “jogador de futebol”, coisa de presidiário. Na hora fiquei super chateada, afinal era MEU corpo, eu tinha a MINHA vida, tatuei o nome da MINHA filha. Hoje olho para ela e me pergunto “pra que?!?!?!?!”. Super me arrependi! Já pensei várias vezes em tirá-la … na verdade, acho que farei isso daqui alguns anos.
Ela é linda, delicada, traços finos e o pontinho do “i” é um coração pintado de lilás. Mas eu novamente me pergunto “pra que?!!?!”!! Será que “desobedecer” a MINHA mãe me fez ser uma mãe melhor para a MINHA filha!?!? O meu amor, o meu carinho, a história que vivi por essa gravidez precisam estar marcadas no meu corpo como tatuagem!!? Embora poucos a vejam, eu mesma nem lembro que tenho ela, mas será que era preciso isso para demonstrar meu amor!?! Acho que não … hoje meu blog é a maior “tatugem” que poderia dar a minha filha, são marcas eternas, para o mundo inteiro ver que eu tenho uma “Sophia” na minha vida!

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