Em
2010, a deputada italiana Licia Ronzulli levou sua pequena filha Victoria de
apenas um mês de vida para o trabalho num confortável e delicioso sling! A cena
foi registrada e chamou a atenção não somente dos presentes do Parlamento Europeu como também de quem viu a fotografia sendo compartilhada na
internet.
Seja
sincera e honesta; olhe a imagem acima, pare, pense e me responda: o que você pensa quando vê esta cena?!

1–> Indignação. Aonde já se viu uma mãe
sair com um bebê de apenas um mês de vida de casa?! Que tipo de mãe é essa que
vai trabalhar e leva sua bebê recém nascida?! Como é que consegue pensar em
trabalho com um bebê tão pequenino?! Milagres existem, um bebê dormindo, a mãe
teve cabeça e disposição para trabalhar após o primeiro mês de vida do bebê, um
dos mais difíceis?! Mais alguma indignação passou pela sua cabeça que eu não
transcrevi aqui?! Estou aceitando sugestões!
2 –> Emoção. Que
coisa mais linda, um bebê dormindo no colo da mamãe tão tranquilamente, tão
calmamente enquanto ela continua sua profissão! Que força de vontade, seguir em
frente com a carreira mesmo acabado de parir! Como eu queria ter um trabalho
que me permitisse curtir e cuidar do meu bebê!
3 –> Frustração.
Um mês, sem olheira, magra, disposta para trabalhar e o bebê dormindo um sono
dos anjos, como é que pode isso Arnaldo!?

Embora
eu saiba, por exemplo, que no meu ambiente de trabalho seria impossível trazer
minha filha, é maravilhoso saber que existem ambientes profissionais que
permitam essa união e estejam abertos para ao menos uma tentativa, mas não
posso esquecer um programa que passou no Discovery
Home & Health
onde pais levavam seus filhos para o trabalho e, mesmo
assistindo em casa, deitada na cama senti o desespero dos pais quando o bebê
chorava no mesmo momento em que precisava atender uma ligação importantíssima
ou chamado para uma reunião.
Ainda
é um assunto polêmico, divide opiniões o fato da mulher voltar ao mercado de
trabalho após a maternidade, o curto período de tempo da licença maternidade,
mas também é preciso parar e pensar sobre a vontade da mãe, será que ela se
sentiria completamente feliz e realizada deixando sua profissão para assumir
uma casa e o cuidado integral do filho?! Uhm, acho que estou começando a mexer
num vespeiro, será que paro ou continuo!
Eu
trabalho desde os treze anos e, por todo o período que trabalhei até Sophia
nasceu, odiava estar trabalhando! Odiava não poder ir depois da escola passar a
tarde na casa das amigas ou no shopping; odiava ter que sempre fazer trabalho
sozinha porque não podia me encontrar com azamigas;
odiava não poder dormir ou assistir sessão
da tarde
. Quando Sophia nasceu, foram seis longos meses que eu não sabia o
que fazer da minha vida. Se não fosse o fato do papis fazer faculdade no
período da noite e nos levar todos os santos dias para a casa da vovó enquanto
ele estudava, eu poderia assegurar que muitos seriam os dias que eu não
pisava fora de casa. Foi então que depois de muitas ligações da minha mãe
reclamando que não se adaptava com secretárias e me “cobrando” por ter
engravidado e saído do consultório voltei a trabalhar. A parte mais fácil foi
decidir que Sophia iria para uma escola e a parte mais difícil foi decidir que
Sophia iria para uma escola.
Hoje
olhando para o passado vejo que diante de todas as opções e alternativas, essa
foi a melhor escolha. Até aquele momento eu não compreendia a benção da
maternidade, eu enxergava o #sermãe como uma consequência ruim do engravidar “antes
do tempo”. O fato de ter me afastado da gatoca nesse período diário e voltar a
ter responsabilidades me fez sentir saudade da minha filha, me fez ter vontade
de cuidar, amar, ensinar, abraçar Sophia.
UFA,
tô leve! Desabafar e compartilhar é bom demais né?! E você, o que pensa e qual
foi sua escolha, que profissão priorizou na sua vida!

Beijos
e comenta,