Hoje acordei muito feliz. Depois de um final de semana com muita tosse e uma segunda-feira de febre, Sophia dormiu maravilhosamente bem, e isso significa que mamãe e papai também!

Como papai Amon esta fazendo faculdade em período integral e eu vir de carro trabalhar e deixá-lo num estacionamento fica muito caro, e de ônibus é muito mais arriscado Sophia ficar gripada sempre (moramos em Curitiba e pela manhã é muuuito frio) vovô e vovó estão patrocinando nossas vindas de táxi. Um luxo total. A cada dia é um taxista e uma história. Como Sophia está aprendendo a falar, tudo é motivo para conversa e isso chama a atenção do motorista e o papo começa.

Hoje pegamos um taxista que parecia bem sério e que nem ia querer conversar quando ele olha para trás e me pergunta:

– Qual a idade dela?

– Dois anos.

– E como ela se chama?

– Sophia.

– Eu tenho uma filha de sete anos … a Eloisa.

Eu confesso que achei que o papo iria acabar por ali, mas daí veio o que eu jamais imaginei ouvir logo cedo.

– Ela nasceu de cinco meses. O organismo da minha mulher rejeitou o feto e abortou a Eloisa. Mas o aborto virou um parto e minha filha nasceu com 700 gramas.

Parei. Em segundos pensei como assim ele tem uma filha de sete anos que nasceu com cinco meses? E ele todo orgulhoso querendo me contar da Eloisa que as avós queriam que se chamasse Vitória, mas era a Eloisa e que ela era super grudada com o pai e que daqui a pouco eu iria notar que Sophia ficaria bem amiga do papai porque todas as meninas são assim e blá blá blá.

Sophia tossiu e ele ainda disse:

– Sua filha faz natação?

– Sim.

– Minha filha faz e com ela melhorou muito as crises de asma dela e há tempos ela não te crise. Nunca tire a Sophia da natação, você vai notar que ela vai ter menos gripe.

Eu só ouvia. Sem acreditar na felicidade daquele pai me contando sobre a Eloisa. Daí eu precisei perguntar (as aulas de jornalismo me aguçaram mais o meu lado curioso):

– E houve alguma seqüela desse nascimento prematuro?

– Com certeza. A perna esquerda é um centímetro mais curta, mas nem dá para notar, só quando ela corre. Por isso é que ela faz natação, fisioterapia. Mas também tem hidrocefalia, mas não houve a necessidade de colocar nenhuma válvula porque o próprio corpo faz …. (confesso que não entendi o que faz, mas sei que é milagre).

Eu só pude aprender com aquele cara que ele sabe o que é ter dificuldade com filhos e hoje a Eloisa que foi uma vitória é um milagre do Senhor!

Deixei Sophia na escola, conversei com a professora e vim trabalhar (olha a #maternidadereal, não tenho computador em casa, então entre um paciente e outro corro pro computador pesquisar e escrever pro blog) e descobri um blog materno que chamou minha atenção pelo nome O mundo de Sofia, onde a blogueira materna Fabi Coltri relatava num dos seus posts o dia em soube que sua princesa Sofia (quase escrevo com “ph”) havia nascido com lábio leporino [quer saber mais, acessa lábio leporino ] e como foi para ela o dia em que Sofia revendo fotos dela bebê perguntou Nossa, o que é esse bigodinho ali na minha boca?. Hoje princesa Sofia está com 4 anos, linda, perfeita, saudável e mal nota-se a pequena cicatriz deixada pela cirurgia realizada aos três meses de vida. Isso é maternidade real. Isso é vida real.

Como posso não agradecer a Deus pela vida tão difícil que tenho, sendo que muitas mães e pais passaram por coisas que são problemas e nunca viram nisso um empecilho. Com certeza choraram por muitos dias e noites (se os travesseiros falassem) e quantos momentos chegaram a se culpar, condenar e questionar Deus o por quê.

Acredito que quando Deus nos dá a oportunidade de sermos mães e pais (vai que tem algum papai que acessa meu blog), ele nos dá um frutinho e uma gema de diamante. Alguns vêm perfeitos e já são uma verdadeira jóia, outros precisam ser lapidados até serem transformados em brilhantes. Sofia, Sophia, Eloisa e tantos outros frutinhos precisaram ser lapidados, e isso é bom!

Li vários posts sobre a blogagem coletiva maternidade real proposto pela Carol Passuelo Vinhos, viagens e uma vida comum e como ela mesmo disse, não sou a única que passou por dificuldades durante a gestação, no nascimento e da educação. Graças a Deus. Vi que como eu, existem muita mãe que criaram o blog para compartilhar a nova vida, a nova profissão, as novas noites de sono (ou da falta de sono) e que a gente quer mudar. 

É claro que já vi blog de mães e principalmente futuras mães que os tem porque querem mostrar suas fotos do book de gestante, do enxoval caríssimo, do quarto do bebê assinado pela arquiteta famosa, mas isso é a exceção numa regra em que: ser mãe é abdicar por algum tempo de ser você mesma e ser mãe, aquela que cheira leite, cheira sopa; usa pijama ou qualquer outra roupa confortável porque precisa estar em vários cômodos da casa ao mesmo tempo; que lava o cabelo quando pode, não quando quer; que ir ao mercado exige um planejamento de tempo e espaço e ainda arranja tempo para dar um beijo no marido, namorado, namorido, companheiro ou afins antes de dormir!

Queridas mães, obrigada! Sophia, minha princesa, obrigada! Deus, obrigada!

Agora, é só fazer a armação porque meu diamante está quase pronto para ser usado, desfilado e amado. 





OBS… Hoje é dia do beijo!!! Vamos combinar uma coisa: vamos beijar muuuuuuuuuito nossos frutinhos hoje e sempre!??! #ficadica