Olá mamães, tudo bem!? Eu espero que sim!!

Na madrugada de terça-feira, vinte e dois de dezembro começou a estação mais quente do ano: o verão. Sinceramente, como não amar a combinação férias + sol + calor + colorido. Melhor que isso só estando na praia ou tendo uma piscina pertinho, né!?

O período também é famoso pelas chuvas de verão, aquelas que caem no meio da tarde, deixando o céu cinza, trazendo ventos fortes, exalando um cheiro único e nos presenteando com a beleza do arco íris. Tudo tão mágico, perfeito e … perigoso! Sim sim sim, atrás dessa delícia toda se esconde um mal: um bichinho malvado que traz caos, doenças e muitas preocupações. Você conhece o Aedes aegypti?!

Originado do Egito (aegypti), o Aedes aegypti, recebeu esse nome apenas em 1818, antes disso era conhecido como Culex aegypti, ou seja, mosquito do Egito. O nome Aedes significa desagradável, odioso e sofreu essa mudança porque a espécie fazia muito mais do que apenas um leve ferimento de um mosquito comum, a picada desse mosquito trazia dor, mal estar e prostração.

A dengue, infelizmente, já é bastante conhecida no nosso país. Antes uma doença apenas do verão, em função das mudanças climáticas mundiais, atualmente é possível encontrar pessoas infectadas todos os meses do ano em diversas e diferentes regiões do Brasil. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e erupção cutânea; vítimas da dengue dizem que não há uma parte do corpo sequer que não se sinta dor, da ponta dos pés ao topo da cabeça, deitado, sentado e/ou em pé, tudo dói.

Há alguns poucos meses três novas doenças começaram a fazer parte dos noticiários nacionais e, duas delas com o mesmo transmissor da dengue. Chikungunya e zika são as novas “doenças da estação”.

Se formos colocar numa escala de “quem é pior que quem”, chikungunya ganha (sem nenhum tipo de mérito ou louvor), pois apresenta dores nas articulações das mãos e pés mais intensa do que nos quadros de dengue. Não é à toa que a doença recebeu esse nome, afinal, chikungunya significa aqueles que se dobram em africano. Outros sintomas são: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele.

Em segundo lugar a já conhecida dengue. Também transmitida pelo Aedes aegypti, tem como sintoma: febre alta (geralmente dura de dois a sete dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Tanto a chikungunya como a dengue não possuem tratamento específico, um medicamento para tratar, apenas repouso e ingestão de muito líquido para hidratação.

A “menos forte” é a zika, que também é transmitida pelo mesmo mosquito. Os pacientes apresentam diarréia, sinais de conjuntivite e um quadro alérgico. Além disso, alguns sintomas parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo.

Ué Marcella, mas você falou de ”três novas doenças” e só apresentou duas, você não se confundiu ou escreveu errado!? Pior que não! A mais “leve” das doenças transmitidas pelo mosquito maldito, a zika, infelizmente tem trazido uma outra doença como consequência: gestantes infectadas pelo vírus geram crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Não sei se você já viu a propaganda que tem passado na televisão em que os atores falam “se o mosquito mata, ele não pode nascer”, mas realmente é uma verdade e, o mosquito só nasce se nós, humanos, não cuidarmos e deixamos água parada. Sem água parada, o mosquito não tem onde colocar seus ovos e assim não se reproduz, não se prolifera e a doença é extinta.

Por que é comum no verão!? Justamente por causa das chuvas e das altas temperaturas, o que torna um ambiente mais que perfeito para o ciclo completo dos ovos à eclosão, que leva em média dez dias, ou seja, tudo muito rápido.

No site da Fundação Oswaldo Cruz, encontrei essa explicação simples de fácil compreensão:

Entenda o ciclo reprodutivo do mosquito transmissor do vírus da dengue

O acasalamento do Aedes aegypti se dá dentro ou ao redor das habitações, geralmente nos primeiros dias depois que o mosquito chega à fase adulta. É preciso somente uma cópula para a reprodução ser concretizada, pois a fêmea guarda o esperma na espermateca. Após a cópula, as fêmeas precisam realizar a hematofogia (alimentação com sangue) importante para o desenvolvimento completo dos ovos e sua maturação nos ovários. Normalmente, as fêmeas do Aedes aegypti encontram-se aptas para a postura de ovos três dias após a ingestão de sangue, passando então a procurar local para desovar.

A desova acontece, preferencialmente, em criadouros com água limpa e parada. Os ovos são depositados nas paredes do criadouro, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.

Fonte: (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

 

 

Diferente dos pernilongos, mosquito mais comum do verão, o Aedes aegypti tem como principais características:

Tamanho: 0,5 cm;

Cor: possui cor preta e riscos brancos nas patas, cabeça e corpo;

Asas: possui 2 pares de asas translúcidas;

Patas: possui 3 pares de patas

Por isso, vamos cuidar com potes, caixas d’água, vasos e tudo o que fique na área externa das residências e comércio que podem armazenar água e deixá-la parada. Não apenas pela sua saúde e da sua família, mas pelo bem no mundo!

 

Que possamos curtir o verão e multiplicar as alegrias, as risadas, o descanso, o amor, o respeito e não o Aedes aegypti!

Beijos e comenta,